Discutia há dias com uma mente iluminada (verdadeiramente…) o que é isso da “normalidade”? Afinal o que é ser “normal” e quem é que pode afirmar que é “normal” e já agora quem é que quer sê-lo?...Pois é, ser normal não é mais do que andar em fila indiana e dizer “tem razão” e “concordo plenamente” ou ainda “a culpa é do governo”…Quem é que quer ser mais um, quem é que quer ser um estereótipo? Fujamos dos estereótipos e reinventemo-nos, nada de formatações automáticas! Mas o que acontece aos que realmente fogem à “normalidade” estabelecida?...Bem, há-os para todos os gostos:
- Há os Hippies, marginais que ousavam ir contra o conservadorismo da época, fumar umas coisas e até protestar contra a mania dos EUA em ser polícia do mundo, mesmo nos confins da selva vietnamita…Mas até estes cederam, tornando-se em odiosos yuppies…
- Depois há os Loucos que inevitavelmente acabam enclausurados ou dopados…Isto apenas porque vêm a realidade com outros olhos…Mas há que torná-los normais à força entupindo-os de drogas ou, à falta de melhor, isolando-os e às suas ideias alienantes.
- Há ainda os Génios, facilmente confundidos com os Loucos. Hoje em dia já não morrem na fogueira mas são vigiados de perto não vão eles inventar uma normalidade diferente. Entre os mais ilustres encontramos Galileu, Leonardo Da Vinci, Tarantino, Oliver Stone, Einstein, etc. Geralmente só ganham o estatuto de “normais” depois de mortos…
- No extremo do espectro há ainda os Sociopatas e Psicopatas. Tudo bem, que este desvio à “normalidade” dispensa-se mas não deixam de ser génios por vezes…incompreendidos, claro, e perseguidos, sempre. Entre os mais famosos, temos Charles Manson, o tal com canal aberto até Jesus Cristo, Jack, o Estripador, embora possamos criticar a sua escolha de matérias-primas para a sua arte, Adolf Hitler (este longe de ser um génio, sendo bastante burro até…), que às tantas matou-se pq descobriu que era judeu ou polaco, ou ainda Hannibal Lecter, que dispensa apresentações.
- Depois há aqueles que não são Hippies, Loucos, Génios ou Sociopatas, que preferem fazer uma revolução interior, mudar-se a eles próprios, quem sabe mudar a pessoa ao lado e um dia talvez mudem o mundo.
Facilmente se constata que a “normalidade” é meramente uma questão de maioria. Tudo depende de uma consciência colectiva. O que activa essa consciência ainda não sei. Por exemplo, não há muito tempo não existia sequer a figura da pedofilia, o abuso de menores só se aplicava ao abuso de raparigas…estranho mas verdadeiro. Hoje em dia, o pedófilo ou abusador por pouco não se habilita à fogueira.
Portanto, importa mudar, importa não ser “normal”, sair da fila indiana, discordar, lutar, desformatar, fugir aos estereótipos! E tudo começa com pequenos passos. Se me permitem uma dica cá vai: pras gajas, entrem de vez no séc. XXI e comecem a dar o 1º passo! É cansativo ser gajo e ter de assumir sempre o papel de macho alfa…Pros gajos tentem parar de olhar pro traseiro de todas as gajas que passam, atribuindo notas enquanto tiram fotos mentais…
"The judges of normality are present everywhere. We are in the society of the teacher-judge, the doctor-judge, the educator-judge, the "social worker" -judge." Michel Foucault
where do I sign? ;)
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