31 outubro 2005

Ao longo da Torre de Vigia

“Deve haver uma saída”, disse o bobo para o ladrão

“Não consigo respirar, há muita confusão

Homens de negócios bebem-me o vinho, camponeses trabalham-me a terra

Nenhum deles ao longo da linha sabe o verdadeiro valor dela.”

“Não há razão para te exaltares”, o ladrão, falou com calma,

“Há muitos entre nós que sentem que a vida não é mais que uma piada

Mas tu e eu, já passamos por isso, e não é essa a nossa verdade

Por isso não falemos falsamente agora, a hora faz-se tarde.”

Ao longo da Torre de Vigia, os princípes olhavam mais além

Enquanto todas as mulheres iam e vinham, servos descalços também

Lá fora na distancia um gato selvagem começou a rosnar

Dois cavaleiros aproximavam-se, o vento começou a uivar.

2 comentários:

  1. querido snuff, é só pra dizer k gosto imenso dos teus posts...revelam inteligência, consciência e sensibilidade...já agora, diz-me: de que texto, romance, fábula ou outro faz parte este pequeno diálogo? obrigada

    ass. uma admiradora...:)

    ResponderEliminar