22 outubro 2005

Traditore

Crio magia com as palavras, que são minhas, mas são roubadas, feitiços copiados, reinventados. Mas eu é que sou a encarnação desta amnésia, o eterno esquecido, o traidor traído, canto a musa para outros ouvidos, mas o meu palco é o dos esquecidos. A fama é para os vencedores, o anonimato é dos vencidos, guerras de palavras, de idiomas, de sentidos. Manter em silêncio o que não é dito, mostrar o véu sem o revelar... Plagiadores anónimos que criam de novo, traidores de nós próprios, poetas sem nome.

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