05 novembro 2005

Porque eu existo...

Aconchego-me no teu corpo alado, e sonho com viagens interminaveis, daquelas que corro para o amanha, sem que o passado me descubra, sinto ao de leve a brisa fresca de um dia de primavera, debaixo de um sol que pouco aquece, fecho os olhos e deixo-me invadir pelos cinco sentidos.... esbarras num ramo ou outro e eu solto uma gargalhada, estupefacta como ao fim de tanto tempo ainda te atrapalhas com a minha presença. Planas e eu descubro que o meu sexto sentido es tu....aterras nuns lençois de seda rosa bebe a lembrar um dia da caixa de musica, e eu não me desprendo desse corpo que me protege e me guia... que me pertence, dou-me incondicionalmente existo no imperativo de teres de existir, e dou por mim a procurar-te num quarto escuro, numa casa velha, num diario perdido, numa vida passada, numa viagem futura..tens de existir...porque eu existo....

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