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04 novembro 2005
Sonho de uma noite de Inverno
Caminhava, quase correndo e escorregava, quase caindo pelas ruas antigas e mal iluminadas da cidade que dormia, atormentado pela chuva que quase nevava, e pelo vento que uivava. Olhava para trás atormentado, quase assustado pelas sombras desiguais, segurava na mão uma faca, quase um machado que brandia desafiando a tempestade. A rua abriu-se depois de uma esquina, para uma estrada, quase avenida, menos sombria, igualmente vazia. O homem ainda correndo, quase andando, parou e olhou, quase fitando, a estrada que se estendia à sua frente, e deixava para trás a noite escura, quase manhã, a tempestade, quase calmia, e o perigo, quase alívio que o perseguia. Foi caminhando sem pressa, quase lentamente, pensando, quase sorrindo, no rídiculo do seu medo, assustado, quase morrendo, sem razão, por causa de algum gato, quase que o vento, que assustado o assustou. Sorrindo ainda, quase rindo da sua figura em pânico correndo, quase fugindo, de sons e de sombras, quase um filme, imaginados como seres, quase vivos com intenções, quase assassinos. E assim pensando dobrou a esquina, na madrugada quase manhã, de um novo dia, quase desperto e sentiu algo frio, quase gelado, no coração e calor, quase a queimar, espalhar-se pelo peito. E o assassino, olhou, quase não vendo, o corpo estendido, quase morto no chão e baixou-se e tirou, quase puxando a carteira do morto. Olhou uma ultima vez, quase sorrindo e foi na direcção do dia quase nascido, procurar outra vítima.
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GENIAL!!!
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