Hoje acordei descansada.
Longos dias me roubavam tamanhas horas de sono.
Amigos verdadeiros emprestam sabedoria enquanto que amigos novos questionam a identidade.
Abro a porta da varanda.
A chuva caindo afasta-se cada vez mais como que dando lugar à esperança da mudança trazida com o novo dia.
Fito a vidraça. Para além dos telhados rústicos e das folhas cuidadosamente colocadas a 5 metros de distância, vejo vales verdejantes quebrando a monotonia de um céu feito de algodão doce.
A insegurança que habita em mim tranquiliza-me, mas não se dissipa… No meu íntimo sei o que tenho que fazer, na realidade não consigo dar sequer um passo sem que a dúvida me pare.
Será que é mesmo verdade que mais vale uma má decisão do que nenhuma decisão? Nunca gostei de más decisões, portanto sempre vidrei em tomar a decisão mais justa para todas as partes envolvidas.
Hoje em dia, todavia, dou por mim constantemente a tomar as piores decisões possíveis e a viver com a indefinição da não resolução dos problemas que me assolam.
Talvez por ter dado de caras com problemas que me afectam directamente mas não são meus para resolver. Talvez ao imiscuir-me de resolver os problemas dos outros, como sempre fiz até aqui, tenha chegado à conclusão que eu não tenho qualquer poder para mudar o mundo. Talvez tenha adormecido parte de mim para não sofrer com a indecisão / indefinição.
Um deles não é verdadeiramente um problema. E quanto a esse, apesar de ter tomado a minha decisão logo na altura, creio ser apenas uma questão de consciencialização. Esteja eu consciente ou não de todas as consequências inerentes, concluo que a bondade deve imperar não havendo lugar a qualquer tipo de rancor. Em conclusão, que me devo elevar pela felicidade dos outros.
O verdadeiro problema, Aquele que não é meu… Esse não me cabe de facto a mim resolver. No entanto, creio também não lhe caber a ele atormentar-me. E é isto que tem que ser resolvido por mim na parte que a mim me diz respeito exclusivamente, sem o receio de ver o “status quo” alterado, qualquer que seja o sentido da alteração consequente.
Os meus planos de vida poderão ver-se alterados, mas basta-me a mim definir a minha posição face ao futuro que lutarei por ela com todas as forças do meu ser.
Os vícios, esses… Terão de ser abandonados. Seis meses deles é tempo mais do que suficiente para ter a plena noção que deles quero abdicar para me dedicar aos objectivos mais nobres que devem pautar a minha vida, pois que foi sempre por via destes objectivos que a minha vida ganhou significado.
Acompanhar-me-á quem eu achar digno, e destes apenas quem se achar merecedor.
A vida continua aqui…
Deixo.te apenas uma simples frase de livro infantil, que podes até achar que não se enquadra ou que, pura e simplesmente, não tem sentido prático mas, tenho pautado a minha existência por ela...
ResponderEliminar« ... E não hei-de ser infeliz, porque não quero!» - in As aventuras de João Sem Medo
e já dizia o poeta que querer é poder... e haverá sempre o dignos (merecedores ou não) que estão espalhados pelo caminho para quando a vontade falhar.
*
Oh! Menina, sempre a espalhar a ideia de que é possivel ser feliz... Um dia destes ainda começo a concordar com isso e depois estou tramada... No entanto, tenho tentado...
ResponderEliminarObrigada por todo o apoio.
Beijinhos :D
What was worth it ? so what is now worth it ? ... The unquestionable presence of some who seem to be friends fills ourselves with one Doubt...
ResponderEliminarWho truly deserves to follow you ... the one who stands beside you or the one who does submits to you ??
Life Always goes on even through gloomy but pleasant paths...
"Under a city of Glass that "we "live in....
Lamento, não percebi o comentário... Por isso, não posso comentar devidamente.
ResponderEliminarRir? Pensamos alguma vez em rir' Quero dizer, rir verdadeiramente, além da brincadeira, da troça, do ridículo. Rir, gozo imenso e delicioso, gozo completo...
ResponderEliminarDizia à minha irmã, ou dizia-me ela a mim, anda, vamos brincar a rir? Estendíamo-nos lado a lado sobre uma cama, e começávamos. A fingir, rir. Então chegava o verdadeiro riso, o riso inteiro, que nos transportava no seu imenso rebentar. Risos desatados, retomados, empurrados, estalados, risos magníficos, sumptuosos e loucos... E ríamos até ao infinito do riso dos nossos risos... Oh riso! riso do gozo, gozo do riso; rir é tão profundamente viver.
Parole de femme de Annie Leclerc
* * *
Pois é... Antes pudessemos viver a vida toda com um sorriso nos lábios. Mas os problemas surgem de todos os lados, sendo que por vezes aparecem e instalam-se sem nos darmos conta disso. Depois, como não os resolvemos a seu devido tempo, eles crescem e torna-se cada vez mais dificil lidar com eles.
ResponderEliminarPara alguns a resposta é rir. E como eu gostava de tornar essa a minha resposta a tudo. Infelizmente as rugas de expressão que começam a surgir na minha face são indicativas que eu não caminho nesse sentido.
O facto é que eu sempre fui óptima a resolver problemas, mas eram os problemas dos outros. Problemas meus, no verdadeiro sentido da palavra, nunca os tive. E devo admitir que agora também não os devo ter. O que eu tinha a resolver já está resolvido. O que não me cabe a mim resolver acaba por não ser um problema meu, daí que eu tenha que deixar de viver atormentada por ele. (E até estou a conseguir alguns progressos nesse sentido) Quanto aos problemas que ainda não existem (aqueles que sabemos bem que mais cedo ou mais tarde vão aparecer, porque as evidências são notórias) o melhor a fazer é mesmo dar o nosso melhor (rir, talvez) e esperar que eles cheguem para depois nos preocuparmos com eles. Os problemas não podem ser resolvidos antes de existirem, e a tentativa de o fazer apenas os aumenta ou os precipita de um modo não condizente com a sua eventual evolução natural.
Por isso, e já que é fim de semana, vou ver se alivio um cadinho o stress, se me rio, e se aperfeiçoo um bocadinho os meus mecanismos para lidar com os problemas.
A todos os que se importaram em comentar o meu texto, um bom fim de semana :)
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
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ResponderEliminarMeu caro amigo nortenho...o ESTORIL é dos clubes que mais respeita os seus sócios...informe-se:
ResponderEliminar1-Os reformados nao pagam absolutamente nada;
2-A SAD oferece à claque( são todos sócios) mais de 50 bilhetes por jogo;
3- Nos jogos fora o clube tenta sempre oferecer os bbilhetes aos adeptos que acompanham a equipa;
4-Os jogos de Juniores são completamente gratuitos, ao contrário do que se passa noutros clubes;
5-Nesse jogo do Algarve todos os sócios tinham entrada gratiuta;
6-Nenhum sócio paga mais de 5 euros para ver os jogos!
7- A maioria dos sócios compreendeu a alteração do jogo para o algarve.
Agora diga-me s.f.f...o seu clube tem mais respeito aos sócios, do que o meu?